Susan Boyle

Apesar das expectativas, Susan Boyle ficou em segundo lugar no programa Britain's got talent, mas sem dúvida nenhuma ela conseguiu ser uma vencedora. Susan está alcançando sonhos que muitos, inclusive ela mesma, achavam ser impossíves.

E por falar em sonhos, a primeira música que ela cantou no programa, I dreamed a dream, tem uma letra muito bonita que, na minha humilde opinião, foi o que fez a platéia (e quase o mundo todo) se comover.

A música fala de como a vida pode nos levar por caminhos diferentes dos planejados, nos afastando cada vez mais dos sonhos que temos. Foi emocionante ouvir de uma pessoa que tinha acabado de ser julgada incapaz "a vida matou o sonho que eu sonhei".

A partir daí, o talento de Susan provou que "não devemos julgar um livro pela capa" e ela ficou famosa, como todos sabem. Já foram fechados acordos para a gravação de um disco dela e se por acaso ela fizer turnê no Brasil um dia, eu tentarei ir para aplaudí-la de pé.

Susan Boyle, life hasn't killed the dream you dreamed.

Poema em linha reta

Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.

Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...

Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,

Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?

Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?

Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.


Álvaro de Campos

Meu vício

" Se está triste ou se está feliz, não importa,
qualquer sentimento é inspiração.
Se consegue ir até o fim ou se erra na execução, não importa,
o prazer é o mesmo.
Se há gente melhor ou pior, não importa,
o esforço para superar-se é progressivo.
Se toca para uma platéia ou se toca para ninguém, não importa,
está sempre tocando para si mesma.
O que realmente importa é que as teclas são o seu vício,
não consegue ficar um dia sem tocar piano,
não consegue ficar um dia sem música."



"Depois do silêncio, aquilo que mais aproximadamente exprime o inexprimível é a música."
( Aldous Huxley )

Por dentro das ondas

Orange Crush

Lost

Hammer Time

Cement Mixer

Blue Rise

Essas fotos foram tiradas pelo havaiano Clark Little, de 39 anos. Há dois anos sua esposa queria uma peça de arte para decorar uma parede e então ele teve a brilhante ideia de fotografar as ondas por dentro, pois ele tinha experiência com surf. Hoje, suas imagens já foram capa de diversas revistas famosas em vários países, como Aloha Street Magazine (Japão), Paris Match (França), SurferSurfing Life (Australia) e Surfer's JournalStern-View (Alemanha). E é claro que elas não deixariam de passar aqui no blog também.

Little dedicou esta imagem a esquerda ao rei Kamahameha, que teria fundado o reino do Havaí. Ele vai oferecê-la ao presidente Barack Obama, que nasceu no arquipélago.
E para terminar, Clarck Little lançará um livro de edição limitada ainda esse ano, The Shorebreak Art of Clark Little, com aproximadamente 200 páginas recheadas de suas melhores imagens. Este livro será vendido em seu site, assim como suas fotos já são. Não será barato, aviso logo, mas para quem "pode", acho que vale a pena.

"I enjoy the power and beauty of the thick bombs that roll through. Now I can capture some of those heavy moments without getting slammed. Well, most of the time."
- Clark Little

Os atropelos da pressa

Há um frenesi de velocidade no ar e muita gente já está ficando sufocada com esse novo tipo de poluição. Ser cada vez mais rápido se tornou uma obsessão quase que neurótica na sociedade consumista atual. É o nosso computador que tem de ser mais veloz e, portanto, mais potente. É o celular que tem de ser trocado por ofertas mais tentadoras. Plantas que começam a produzir frutos em questão de semanas. Milhares de hectares de florestas são desmatados em apenas alguns dias pelos correntões dos tratores de esteira. Eficiência hoje é mais produção no menor tempo possível, para mais consumo e mais lucro. Até o nosso presidente, diante dessa crise financeira atual, está-nos aconselhando a consumir mais, já que isso significa mais emprego.

Sabemos que os sentimentos não podem conviver com o efêmero, nem com o fugidio. As nossas amizades, valores, crenças e os prazeres da alma são construídos de modo necessariamente lento. Por outro lado é sabido que todos nós gostamos de consumir, mas esse consumismo desbragado liberou, de modo tão exagerado, as amarras do desejo, esse sujeito ansioso, eternamente insatisfeito, que só se fala em busca, desapego e troca-troca interminável. Essas coisas passam longe do amor que é encontro, cuidado e merecimento. É certo que desejo e amor são partes constitutivas do humano, mas só o equilíbrio, que é a sábia opção do meio termo, poderia tornar a vida mais dignificante.

O mundo da pressa desgasta nossos valores maiores e dilacera o paciente e delicado tecido amoroso, que é feito com muita persistência, alegria, renúncia e doações. O mundo dos afetos não passa pela regulagem dos megabits, nem pelas trocas periódicas, ele é sabiamente vagaroso no seu desenvolver. Ele se sustenta nos pilares das coisas que não mudam assim tão facilmente. Estas coisas são os valores que nós perenizamos através das memórias e que comemoramos com o prazer da alma. É em homenagem a eles que fazemos as festas e algumas são muito especiais. A festa natalina, por exemplo, significa o nascimento da esperança em Jesus e o Ano Novo exprime a morte do velho e o nascimento de um novo tempo. Um tempo que se perpetua, porque não destrói, não muda e nem mata.

Portanto, fujamos dessa pressa incentivadora maior da ansiedade que penaliza a nossa capacidade de contemplar, de observar e de degustar com prazer o sabor do instante. Não podemos esquecer que um pouco de vagareza em nossas atitudes é um sinal positivo de que estamos tendo mais sabedoria, paz e serenidade em nosso bem viver. E assim, pronunciaremos mais raramente essa neurótica sentença: não tenho tempo!

TRANCOSO, Alfeu, JB Ecológico, dez. 2008. (Adaptado)

Cães de desenhos

Um dia desses eu estava assistindo 101 Dálmatas e me perguntei quais seriam as raças de alguns cães famosos de desenhos. Sempre gostei muito de cartoons, então procurei na internet e encontrei essas imagens legais. Caso alguém saiba as raças do Mutley (Corrida Maluca), do Astor ( Os Jetsons) e do Costelinha (Doug), me avise!



Dinheiro e azar sorte

Ter dinheiro por sorte não significa apostar na loteria e ganhar ou se casar com um astro de Hollywood. Você pode de repente descobrir que tem milhões na sua conta bancária por acidente.

Mas neste caso será que é sorte mesmo?


Fugir com o amor da sua vida e ser procurado pela INTERPOL, não tem preço...